quarta-feira, 26 de outubro de 2016

ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA

Fica convocada pela sua Diretoria a Assembleia Geral Extraordinária do Serviço Assistencial Dorcas – SADO, a ser realizada na sua sede à rua dos Guajajaras 1687, Barro Preto, Belo Horizonte, no dia 06 de novembro de 2016, às 08:30 horas em primeira convocação, e às 09:30 horas em segunda convocação, para reforma dos artigos 16º, 22º, 24º e 25º seu Estatuto. É necessária a maioria absoluta dos membros (50% + 1, ou seja, 19 membros) para a instalação da Assembleia e a concordância de 2/3 dos membros (24 membros) para a aprovação da modificação.



Eduardo Ribeiro Mundim
Presidente

quarta-feira, 11 de maio de 2016

IDENTIDADE ORGANIZACIONAL

Essência: uma organização sem fins lucrativos, voluntária, voltada para a distribuição da graça comum de Deus

Negócio: fomentar, gerenciar, executar projetos que promovam o crescimento e o desenvolvimento de pessoas e comunidades

Missão: cumprir o mandato divino de servir ao mundo de todas as formas possíveis

Visão: crescimento contínuo e sustentado de equipe multiprofissional e multivocacionada para a ampliação progressiva do negócio

Crenças e Valores: “de tal maneira amou Deus ao mundo que deu Seu Filho Unigênito para que todo aquele que nEle crer, não pereça, mas tenha a vida eterna” - “porque Cristo deu Sua vida por nós, devemos dar nossa vida pelos irmãos”.

domingo, 10 de abril de 2016

Relatório Financeiro: 01/01 a 07/04/16



Saldo em 01/01/16                      R$ 4.569,80
Entradas                                    R$ 2.229,25
Total                                          R$ 6.799,05
Saídas                                       R$ 5,691,28
Saldo em 07/04/16                      R$ 1.107,77


Média mensal das despesas (jan-março)        R$ 1.182,09
Média mensal das entradas (jan-março)         R$ 403,08
Média mensal entradas x despesas                R$ -779,01


Distribuição das despesas:
ressarcimento transporte voluntários           R$ 5.225,00 (92%)
despesas bancárias                                   R$ 129,45 (2%)
telefone                                                  R$ 65,93 (1%)
outras                                                    R$ 270,90 (5%)

Presídios: espinho da carne dos cristãos



Na descrição do juízo final que Jesus faz no Evangelho de Mateus, é afirmado que sempre que visitamos algum preso, foi a Ele que visitamos; e sempre que não visitamos, foi a Ele que não visitamos.

Habitualmente lemos este trecho como parábola, não como mandamento literal. E é uma leitura prudente.

Mas devemos prestar atenção se certos preconceitos escondidos dentro do nosso coração não fazem com que não leiamos as palavras do nosso Senhor de outro modo e o Seu mandamento deixa de ter valor para nós por esta razão.

Quais preconceitos?

- as pessoas condenadas merecem a pena a que foram sujeitas – e às vezes julgamos a punição branda demais. Dentro deste modo de pensar, nós resumimos estas pessoas a apenas um aspecto: são criminosas e nada mais.

- cadeia é lugar de bandido e lá não deve ter luxo. Quando pensamos assim estamos concordando, então, com os navios negreiros que trouxeram milhões de pessoas sequestradas em um espaço menor que 1 m² por pessoa, durante semanas, no mar? Por que os traficantes de escravos nos revoltam, mas a imagem de pessoas amontoadas em celas em condições sub-humanas não?

O fato de alguém ser condenada à pena de prisão (e quem não corre este risco? Quem não pode, em um momento infeliz, cometer um crime passível de aprisionamento?) retira dele(a) os direitos humanos elementares? O único retirado é o da liberdade. E o da dignidade? Do resgate? Da livre escolha?

Nossos presídios nos desafiam porque expõe a nós mesmos o quanto ainda temos que ser santificados e transformados. E o quanto resistimos a isto...”Ah Senhor, qualquer um, menos eu”.

sábado, 30 de janeiro de 2016

PROJETO ATENDIMENTO ÀS CRIANÇAS VÍTIMAS DE ABUSO SEXUAL

1 - JUSTIFICATIVA

Casos de abusos sexuais envolvendo crianças e adolescentes é uma realidade da qual Belo Horizonte não está distante. As consequências afetam a pessoa em sua totalidade: física, emocional e espiritual. Muitas das vítimas não têm recursos para buscar tratamento em tempo hábil para nenhuma destas áreas.

O Serviço Assistencial Dorcas – SADO, braço social da Segunda Igreja Presbiteriana de Belo Horizonte, através do seu mais antigo projeto, o Centro de Psicologia Márcio Moreira – CPMM, conta com psicólogas e psicólogos voluntários que se capacitaram, no ano de 2014, através de parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais, para o atendimento de crianças e adolescentes sobreviventes de abuso sexual.



2  - OBJETIVO GERAL

Prestar atendimento a crianças e adolescentes vítimas de abuso sexual e que não disponham de recursos próprios ou familiares para receberem auxílio psicológico, principalmente aquelas afastadas de suas famílias, em abrigos, por decisão judicial.


3 - OBJETIVOS ESPECÍFICOS

3.1. Proporcionar espaço de escuta para que a criança e/ou adolescente possa comunicar através da fala, ludoterapia e outros recursos suas impressões emocionais sobre o abuso sofrido;

3.2. Verificar as consequências do abuso no comportamento das crianças e /ou adolescente e buscar novas perspectivas de ação;

3.3. Compreender a maneira como o abuso afetou a criança e/ou adolescente e quais as implicações para o futuro delas.


4 - PÚBLICO-ALVO

Crianças e adolescentes abrigadas por decisão judicial e aquelas que, mesmo vivendo com familiares, não têm recursos que possibilitam atendimento em tempo hábil e não estejam sendo socorridas pelo Sistema Único de Saúde.


5 – META

Atender todas as crianças que procurarem o serviço, com o menor tempo de espera possível.



6 - LOCAL

Dependências do Serviço Assistencial Dorcas – SADO / Centro de Psicologia Márcio Moreira, sob regime de comodato nas dependências da  Segunda Igreja Presbiteriana de Belo Horizonte.


7 - DATA

Ao longo de todo o ano, de segunda-feira aos sábados, conforme a disponibilidade dos voluntários.


8  - COORDENAÇÃO

8.1. Técnica: Erika Renata Borges de Lima, CRP 04/37587


9 -  ORÇAMENTO

9.1. Ressarcimento dos gastos de passagem de ônibus dos voluntários
  • R$ 4,1 x 4 por atendimento semanal: R$ 16,40 semanais, R$65,60 mensais por criança
  • Atualmente atendidas: 15
Gasto atual mensal: R$ 984,00

9.2. Material de apoio:

  • 1.000 folhas de Papel Sulfite                RS 30,00
  • 12 caixas de lápis de cor                      RS 108,00
  • 20 lápis HB preto                                 R$ 10,00
  • 20 borrachas                                        R$ 4,00
  • 12 caixas de tinta guache                     R$ 30,00
  • 12 caixas de massinha                          R$ 54,00
  • 12 conjuntos de canetas hidrocor        R$ 102,00
  • Brinquedos e jogo diversos                  R$ 300,00
  • 3 colas brancas                                    R$ 6,00
  • 3 tesouras sem ponta                           R$ 6,00
  • 3 réguas                                                R$ 6,00
Gasto anual                                          R$ 656,00
9.3. Orçamento total:
  • Ressarcimento de passagem, ano         R$ 11.808,00
  • Material de apoio, ano                          R$ 656,00
  • Total anual                                            R$ 12.464,00

Belo Horizonte, 25 de janeiro de 2.016


Erika Renata Borges de Lima
Responsável Técnica

Eduardo Ribeiro Mundim
Presidente - SADO

quarta-feira, 24 de junho de 2015

O Jogo dos Sete Erros

Usando as ideias discutidas nos textos anteriores (disponíveis na página do SADO), analise os erros cometidos na relação de ajuda na história abaixo, verdadeira. Como os personagens envolvidos foram feridos?

Graça era uma feiticeira em uma favela em Kampala, capital de Uganda. Ela decidiu tornar-se cristã através do trabalho missionário de uma ministra, Elizabeth. Ao fazê-lo, abandonou seu trabalho de feitiçaria, que lhe garantia a sobrevivência e financiava o seu alcoolismo pesado. Após sua conversão (e os efeitos eram visíveis, no seu comportamento, na sua face, na paz em que vivia) , compareceu assiduamente aos trabalhos da igreja na sua favela por 5 semanas, quando faltou pela primeira vez.  Os membros da comunidade, formada por refugiados financeiramente pobres, informaram que havia o boato de que ela estaria doente. A ministra e o autor do livro foram guiados por um deles até o local onde ela morava. Atravessaram ruelas mal cheiorosas, com fezes à mostra, esgoto a céu aberto, lixo dos mais variados tipos espalhados, pessoas jogando e se drogando. O autor é um norte-americano, alto até mesmo para os padrões do seu país. Enquanto caminhava, por 10 minutos, para dentro da favela, não deixou de, involuntariamente, chamar a atenção.
Graça foi encontrada na sua choça, praticamente inconsciente, ao lado de um prato sujo com restos de comida e mosquitos. Com dificuldade, a missionária conseguiu ouvir a explicação do que ocorrera. Graça tinha AIDS e estava com amigdalite. Procurara o hospital da localidade, que se recusou a tratá-la. Ela, então, pagou a uma conhecida para que lhe tirasse, com uma faca de cozinha, suas amígdalas.
Após orarem, ambos se retiraram rapidamente do local, retornando à igreja. O autor, sentindo-se impotente, comentou com os irmãos que temia que Graça sucumbisse em função de alguma infecção e indagou sobre o custo de antibióticos. O tratamento com penicilina custaria quinze mil shillings ugandenses, cerca de oito dólares (quase trinta reais). Ele retirou do bolso o dinheiro e passou-o à missionária. Como já era tarde, e ele não desejava deixar a favela à noite, foi embora e Elizabeth providenciou o medicamento.
Uma semana após, Graça compareceu à igreja plenamente recuperada e o autor do livro acreditou que havia salvado a vida dela aquele dia com a penicilina e os oito dólares.
Até que a ficha caiu... Quais foram os erros que ele cometeu?
do livro When helping hurts, cap 5

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Tomando o cuidado para não ferir

A atitude tradicional no início de um projeto de auxílio ao necessitado é procurar a resposta para a pergunta: "qual é a sua necessidade?" Nada mais natural, partindo do ponto de vista de quem se propõe a ajudar. Mas esta pergunta é a mais sensata? será a mais correta? Ela não parte do princípio de que quem ajuda está em posição superior (e não em "melhor situação") a quem supostamente necessita de auxílio? Não é uma forma delicada de questionar "o que está errado com você? como posso consertar?"
Pensemos nos textos anteriores desta coluna. Esta não seria uma forma de iniciar um projeto social machucando quem se pretende socorrer, e a nós mesmos?
Um melhor ponto de partida, que considera o próximo como um igual em dignidade, não seria perguntar "o que está certo como você? Quais dons Deus lhe deu que você pode usar para melhorar a sua qualidade de vida e a do seu vizinho? Como as organizações da sua comunidade podem trabalhar em conjunto em prol do bem comum?"
O que está errado na primeira visâo?
Além do que já foi exposto nos textos anteriores (disponíveis na página do SADO), a visão de que falta algo na vida do próximo / comunidade que é alvo da minha tentativa de auxílio conduz a projetos que visam a doação: comida, roupas, abrigo, dinheiro. Quem é auxiliado é um "cliente", um "beneficiário"; não é um ator, um promotor. A experiência demonstra que esta tática não se sustenta por muito tempo, não promove a capacitação das pessoas ou comunidades, exarceba o sentimento de inferioridade e de ausência de esperança. E pior, ao ser encerrada, deixa a pessoa / comunidade em situação pior do que antes.
O caminho com maior chance de "empoderar" (ou seja, fazer as pessoas descobrirem o seu próprio poder e a como usá-lo) é propor às pessoas / comunidade questões como "quais questões você considera importantes serem enfrentadas? quais os problemas que você vê a solução deles como necessária? Quais habilidades e recursos que você possui que podem auxilíá-lo nestas questões?"
A experiência também mostra que é superior em resultados, tanto em qualidade quanto em duração, estimular o próximo a ser um mordomo fiel dos seus dons e recursos, uma das formas de adoração ao nosso Deus.
do livro "When helping hurts", cap 5